_Prefere uma abordagem à prática profissional de maior proximidade da obra, enquanto construção, defendendo a arquitectura apenas enquanto materialização do projecto, arte do saber construir.
_Valoriza uma aproximação ao projecto mais intuitiva, evidenciando as particularidades do programa, fazendo do projecto um processo de descoberta a todos os níveis e contrariando as verdades absolutas, inimigas do saber.
_Defende que poderá ser a forma sobre a função como poderá ser a função sobre a forma, mas preferencialmente defende a forma e a função.
_Não rejeita trabalhar com a banalidade, da mesma forma que aceita e defende ser necessário alterar os paradigmas, ou melhor, eliminá-los, para bem da sustentabilidade dos recursos, da própria arquitectura e da sociedade.
_Rejeita o preconceito sobre o banal, forma de mascarar a fragilidade da resposta, a insegurança de conseguir provar a mais valia do arquitecto em situações de menor conforto.
_Rejeita o arquitecto intocável e igualmente incapaz de fazer obra com poucos recursos.
_Defende a arquitectura espectáculo como defende a arquitectura banal mas rejeita a arquitectura como forma de produção de imagens, por si só.
_Rejeita a ideia de moda tão firmemente como evita rótulos, tão simplesmente por considerá-los cábulas para a justificação do trabalho da maioria dos teóricos.
_Defende o belo mas também a necessidade do elemento perturbador, indefinido, incompreendido, como forma de manter o interesse pela obra construída.
_Defende a concepção com base no pressuposto de criar espaços com alma, ao invés de construir espaços apenas com bons materiais e referências visuais da moda.
_Detesta o conformismo.
_Aceita a arquitectura conceptual da mesma forma que aceita a arquitectura da construção mas não aceita arquitectos fazedores de conceitos que não saibam construir – quando muito serão teóricos da arquitectura, mas arquitectos não.
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